terça-feira, 26 de maio de 2015

Another Horizon

Mais um blog visualmente bem conseguido de uma aventura de uma vida!



Percam-se na aventura deste Inglês, com fotos e vídeos de sonho. 




segunda-feira, 23 de março de 2015

Voltinha ao cabo Espichel dia 2

8 da manhã, quase 12 horas depois de se deitarem, os miúdos acordaram! 

A noite foi bastante ventosa, amainando apenas de manhãzinha. De qualquer forma dormimos muito bem na tenda. Procurámos um lugar protegido do vento e com o sol a bater e tomámos o pequeno-almoço. A Nana, no seu jeito curioso disse que parecíamos "pobrezinhos". Santa inocência, saberá mais tarde que são experiências riquíssimas!!

Loiça do jantar e do pequeno-almoço lavada e a secar ao sol!

"parecemos pobrezinhos"

A malta da PROVE chegou à quinta depois de lavarmos a loiça e arrumarmos campo. Fomos perguntar se podíamos ajudar e os meninos estiveram a ajudar a dar de mamar a um borreguito que foi rejeitado pela mãe-ovelha. A Suzy pediu um nome para os borreguinhos, aos quais o Gugas e a Nana responderam "Brócolo & Alface", alterando para "Bart & Lisa" mais tarde.

A malta que estava a "encabazar" estava em modo "linha de produção". Via-se que tinham o processo bem definido e que era tudo muito automático. Qualquer tentativa de tentar ajudar provocava um atraso enorme e então decidimos dar uma volta: ir visitar o Cabo Espichel!

Saímos da quinta com as garrafas/bidon para encher e o lixo não orgânico para despejar. Mal sabíamos da subida que nos esperava. São 2Kms até a Azóia, parecido com a subida de Algés para Linda-a-Velha, mas com maior declive e em estradão! Vale pelas vistas!

Chegados à Azóia, fomos beber um café (devíamos ter bebido no Cabo Espichel). Enteirámo-nos da vida na Azóia. Sabíamos que já não havia pão, que a maioria do comércio ia fechar à tarde para irem ao carnaval e perguntámos onde podíamos almoçar (caso não quiséssemos cozinhar). 

Com isto seguimos para o Cabo. Zona normalmente ventosa, estava brutalmente ventosa. Prendemos as bicicletas e fomos visitar o Terreiro do Cabo Espichel, a igreja de Nª Srª do Cabo, ver a vista para a vista para a baía dos Lagosteiros perto da ermida da memória. 



Estava a ver que a Nana voava!



Íamos voando e as as bicicletas do Gugas e da Cris chegaram a ser projetadas para o chão. O desviador dianteiro da Cris bateu num pilarete e deixou de funcionar!!!!

Ainda fomos até ao farol, mas o vento estava danado!

Voltámos para a Azóia a muito custo e decidimos almoçar por lá mesmo, no Retiro dos Amigos. 

Fomos muito bem recebidos, almoçámos mesmo bem e barato! Depois ainda comprámos uns bens na mercearia para o jantar, onde nos ofereceram uma alface. Ainda enchemos as garrafas/bidon. Gente boa.

Fomos a uma queijaria comprar queijinhos frescos, onde o Gugas ficou a saber o que é necessário para fazer queijo...e o cheiro de uma queijaria!!!

Voltámos à quinta, desta vez a descer pelo estradão. 

Ficámos pela quinta a passear, brincar, jogar, fazer TPC (Gugas), lanchar e preparar o jantar. 


Lanchinho enquanto se prepara o jantar 

Fizémos sopa e wraps de vegetais com queijo fresco.

Sopa do campo


Wraps de vegetais

Seguiu-se o habitual jogos noturnos dentro da tenda, xixi, cama.



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Voltinha ao Cabo Espichel em família (carnaval 2015) - Preparação e dia 1

Por falar em planos furados e em mudanças de planos, começo por dizer que havia um plano já antigo: 

dar uma volta pela península de Setúbal de bicicleta em família. 

Já tínhamos tirado férias para o fazer em 2014, mas a Cris partiu o pé um mês antes. Tivémos que alterar planos e adiar o passeio. Entretanto falámos com uns amigos que também queriam experimentar viajar e acampar em família e ficámos de marcar algo quando a Cris se sentisse bem do seu pé. 

Este carnaval não tinhamos nada planeado e possivelmente iríamos até à terra descansar um pouco. O Gugas tinha um acampamento dos escuteiros o que nos cortava uns dias, mas era o plano. 

De repente, uns dias antes lembrei-me que os nossos amigos agricultores da PROVE estavam sempre a dizer que havíamos de ir à sua quinta, para vermos de onde vêm os maravilhosos legumes dos cabazes. Fez-me um clic. Como o tempo se afigurava relativamente bom, perguntei se podíamos montar tenda na quinta durante as férias do Carnaval e até ajudávamos na colheita e no "encabazamento"!! 




A resposta foi automática e o único problema é que o Telmo e a Sónia não podiam lá estar para nos receber, apenas a Suzy, o Nuno e o resto da troupe, mas iam estar super-atarefados com os cabazes que não nos podiam dar muita atenção!! 

Ficou a promessa de lá voltarmos noutro dia e com o resto da vizinhança! 

PROMETIDO!

Mas então só faltava propor ao resto da família!

Viajar em família é diferente, completamente diferente do que viajar sozinho ou apenas com o Gugas. Ainda por cima seria a primeira viagem e algo que não corra menos bem pode ser traumático e fazer com que futuras viagens fiquem comprometidas, mas estava confiante e resultado final veio comprovar a minha confiança.

A proposta foi bem aceite e logo nos pusémos a preparar o material. 

Mentira ;) 

a vida continuou, o Gugas estava em plena época de testes, tinha um acampamento pela frente e nós outros compromissos. Mas no fim-de-semana antes do carnaval, já com o Gugas a acampar, verificámos as bicicletas, colocámos alforges e sacos estanques em cima da cama e começámos a preparar o material.


O material em cima da cama

Apesar do bom tempo, não nos podemos esquecer que estamos ainda no Inverno. As previsões davam mínimas de 5º e máximas de 15º para o Meco. Ia estar nublado para segunda, solarengo mas muito ventoso para Terça e menos ventoso mas igualmente solarengo para Quarta. 

Roupa, roupa e mais roupa. Depois os sacos-cama e matelás (colchonetes). Eu já tenho um saco-cama e um matelá relativamente pequenos, mas o resto da família tem ainda material muuuito volumoso. E para somar ao volume, umas mantas pois as meninas são friorentas! 

A tenda é familiar, uma T3, que apesar de pesar "apenas" 3 Kgs é grande!

A somar a isto tudo temos a cozinha: gostamos de ir autónomos, por isso temos que contar com material para cozinhar e comer para 4 pessoas! Para além de tudo o que vem atrás disto: bacia, detergente e esfregão para lavar, bidon de 5l para guardar água, etc. etc. 

A decisão óbvia foi levar o atrelado: um burley nomad.


O atrelado na sala já com o material volumoso

Assim o material mais volumoso (tenda, matelas, cozinha, bidon, cadeiras) foi no atrelado, enquanto que a roupa e comida foi comigo na xtracycle (para além da Mariana) e tanto o Gugas como a Cris levavam os 4 saco-camas, 2 em cada um nos seus alforges.

E assim fomos!

Á saída de casa...a foto que foi postada no Facebook


Disse lá em casa que queria apanhar o barco das 9h da manhã! Era bluff pois se apanhássemos o das 10h já era bem bom! ;) 

Mesmo com as biclas e atrelado já totalmente carregados, a tarefa de acordar, vestir, comer toda a gente lá de casa nunca demora menos que 1 hora! 

Mas eram 9h00 quando tirámos a foto da partida.


9:00m e 0 Kms


Uma corrente fora da cremalheira, uma mala a roçar o pneu, tudo resolvido e siga para Belém às 9h15m!!

O percurso da DocaPesca

Descemos a Junça, atravessámos a estação de comboio para Algés e fomos pela ciclocoisa de Belém até à estação! Chegámos pelas 9h40m, com bastante tempo para comprar bilhetes (1,12€ cada com zapping).

Já no cais de embarque

Primeira grande diferença em relação às viagens com o Gugas: ele vai logo brincar com a irmã, em vez de me estar sempre a solicitar. Assim fico com mais tempo para estar com a Cris! ;)


A espera em Belém

Travessia do Tejo realizada sem stress...as únicas viaturas a bordo eram as nossas!

Do outro lado apanhámos a ciclovia da Costa. Com troços a servirem de estacionamento de barcos de pesca :( lá seguimos caminho. Numa pequena subida grito para que todos ganhem balanço e sem me lembrar que tinha o atrelado comigo fiz uma razia a um lancil. A roda do atrelado tocou no lancil e zás, o desgraçado virou-se! MAÇARICO!

O que vale é que o material é bom e a velocidade não era muita! Lá o endireitámos e seguimos caminho.

A pedalar com estilo pela Costa da Caparica

Num instante chegámos à Costa da Caparica, com o seu mercado vibrante e parámos para beber um cafézito e esticar as pernas. (isto tem de ser assim, muitas paragens e apreciar todas as coisas boas pelo caminho).

Preparei-os para a estrada das praias da Costa...uma estrada em mau estado, com algum trânsito (de semana e Inverno, era menos mal) e com uma subida digna de registo no fim. 

Lá seguimos, sempre em filinha e sem stress. Na subida desmontámos e fomos a empurrar as burras, devagarinho. No topo apreciámos a vista! 

Seguimos pelos caminhos florestais da mata dos medos. Foi excelente a reacção dos putos e da Cris em relação ao silêncio!! O barulho dos automóveis é uma poluição sorrateira...é um barulho chato, de fundo, tipo exaustor da cozinha que quando é desligado é um alívio tremendo. 

Pedalar numa estrada só para nós, rodeados de mata, ao som dos passarinhos...foi espectacular!

Passámos pela Bateria da Raposa, onde o Gugas já tinha acampado com os escuteiros. Seguimos sempre para sul pela estrada até ao quartel da GNR da Fonte da Telha e daí até ao quartel da base da NATO da Apostiça. 

É o fim da estrada. Vamos em hp (hors piste) até à entrada da Herdade da Apostiça. 

Parámos para almoçar por volta das 12h30m: esticámos a esteira, montámos as cadeirinhas e "sacámos" das sandochas, fruta e sumos!


Almoçar e brincar nas areias da Apostiça


Enquanto isso os miúdos "sacavam" dos brinquedos e punham-se a brincar na areia. O nublado tinha sido substituído por um sol radioso!! 

Se por um lado permitia tirar o corta-vento, por outro é preferível um certo fresquinho do que um calor abrasador em viagem.

O ritmo tinha sido agradável. O suficiente para não "molengarmos" e também não ficarem com as pernas doridas. 

Agora íamos atravessar parte da Herdade da Apostiça: alguma areia em pinhal, com cerca de 6kms de extensão até à N377, perto da ponte sobre a ribeira da Apostiça. 

Isto porque temos que contornar a Lagoa de Albufeira (verdadeiramente uma Laguna, pois a barra é aberta periodicamente pelo homem desde o séc. XV)

A entrada na Herdade é feita com muita areia, como era a descer todos os santos ajudaram. Já na Herdade há que passar uma pequena vedação para irmos pelos trilhos mais simpáticos e não percorridos pelos veículos TT. Abrimos passagem e voltámos a fechar. 

Os trilhos eram espectaculares...areia rija, com muita caruma e alguma vegetação rasteira que não permitia que a bicicleta se enterrasse. Com altos e baixos, muita sombra e o tal do silêncio bom! Do nosso lado direito uma duna gigantesca que nos protegia da maresia. 

Passado um pouco, o trilho acabava todo "trocidado" por rastos de máquinas que andaram por lá no abate de pinheiros, empilhados em montes também gigantescos. Sem árvores, o calor fazia-se sentir intercalado com algum vento já mais forte. Os trilhos tinham um ar desértico, e haviam mais subidas/descidas. 


Pedalando no KKH..ehr Apostiça! ;)

Não tarda estávamos perto de edifícios de arrumos da guarda florestal da Herdade da Apostiça. Descansámos numa sombra onde os meninos andaram a apanhar flores para o caderno de campo. 

A N377 ia ser um desafio. Se por um lado não tinha grande trânsito, para sul é ligeiramente a subir, com bastantes curvas....e as pernas da Cris já tinham 25Kms em cima. Colocada a possibilidade de virar para a Lagoa de Albufeira e fazer parte do percurso com menos trânsito mas em vias não alcotroadas, a opinião foi unânime: vamos em alcatrão já para Alfarim!

Ok! Fomos pela N377 e às 15h30m estávamos num café em Alfarim a lanchar à grande!

A lanchar em Alfarim...
onde quer que parássemos o estacionamento era nosso! ;)

Daqui a ideia era ir até à Aldeia do Meco e depois seguir em direcção à praia da foz...pela mata. 

Da praia da foz, o mapa indica uma subida até a um marco geodésico (com uma cache) em poucos metros....significa subida bastante declivosa!

Lá seguimos e pelo caminho encontrámos o Nuno da Prove que nos confirmou estarmos no caminho certo e que estaria por lá para nos receber e um amigo, o Rodolfo que vive aqui perto e que estava a passear de mota pela mata. Em conversa apercebemo-nos que conhece os nossos anfitriões!! O mundo é minúsculo.

A subida após a praia da foz confirmou-se ser declivosa e a Mariana saiu da bicicleta para empurrar o atrelado! Todos ajudam!

No marco geodésico aproveitámos para assinar a cache e trocar um brinquedo por outro. 
A cachar perto da quintinha


Uns metros mais à frente estávamos na quintinha e a montar a tenda por baixo de um telheiro.

Passado menos de 1 hora estava a ficar escuro, levantava-se um vento forte de Noroeste, mas nós estávamos na tenda, com banho (de gato) tomado e prestes a jantar. 

Menu: Couscous com atum para os pais e Noodles com atum para os meninos! 

Serão na tenda, com joguinhos, conversetas e muita risada. Ás 20h00m já os meninos ressonavam! 

Nós também não demorámos muito mais a cair no saco-cama!

Os 42Kms do 1º dia.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

xtracycle camping em família

Nestas mini-férias do Carnaval vai haver um xtracycle camping em família. Tipo este filme (excepto a parte de pedalar na ponte, que na Golden Gate de S. Francisco é possível, na 25 de Abril [ainda] não é ;)



Vai ser um teste e quero num futuro próximo levar outras famílias (com e sem xtracycle) numa mini-aventura destas! ;)

Fiquem atentos que vou tentar fazer uma mini-reportagem com filme depois!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Porque não? (motivational)

Como estão na moda os TEDx e os discursos motivacionais, 
cá vai um TEDx motivacional sobre lançarmo-nos numa aventura, 
por Alastair Humphrey's já aqui falado. 



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nordkapp

A ver se acampo este fds. Só mesmo pedalar, montar tenda e curtir uma noite de campo. Cozinhar, na fogueira de preferência, ver as estrelas, dormir bem equipado ao frio! 

Por falar em frio, nem sei o que será pedalar no cabo norte!!!