quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Levar a carga em Bikepacking

Depois de "empacotar" tudo, há que arranjar maneira de transportar a carga na bicicleta.

Relembro de que vou fazer cicloturismo em todo o terreno (estrada e mato), ou seja Bikepacking pelo que não vou optar pela opção mais comum do cicloturismo (alforges laterais).

Não que fosse impossível, ou que não "aguentassem", mas é um sistema mais apto a falhas: ligações em metal são mais frágeis em caso de muita vibração, em sigle-tracks é preferível ter o material mais próximo ao quadro, e por fim: quanto mais espaço tens, mais carga levas ;o) é lei!! eheh

Fui espreitar quem faz disto à mais tempo e é consensual o transporte do material mais à frente do que atrás (já há muito tempo atrás se fazia o mesmo).

E usam garfo rígido, compensando o amortecimento 
com rodas mais grossas e até poupam no desviador dianteiro!!

Tentei prender os sacos tanto no guiador como no banco. 

Ligação apenas com cintas...trilhava-me demasiado os cabos.


Lembrei-me de colocar o suporte da mala do guiador para afastar a mala.
Aproveitei para colocar uma cinta grossa a reforçar.

Ainda me lembrei de por uns "cornos" para segurar o saco mais longe.
Atrás ainda deu mais luta...sem apoios correctos o saco baila muito.
Tive que repensar a coisa. 
Lembrei-me de criar um harnês para o saco à frente.
A versão dinheiro na mão!

E seguindo a minha pirâmide do consumo ;o) 


favoreço a reutilização de material que tenho:

Neste caso, uma mala para portátil que se rasgou.

Esta veio do Freecycle...

Cortei o apoio das costas.

Não é igualzinho ao harnês profissional? ;o)

Preso no suporte da mala do guiador!

Ainda ponderei prender com um suporte metálico...
...mas fiquei-me pelas cintas.

Tcharam!!

 Acabei por inverter o harnês!

Perguntaram-me se tinha comprado o suporte do LIDL...acho que é um elogio! ;o)

Para trás, lembrei-me de colocar um suporte para carga, daqueles que se prendem ao espigão! Mas como tinha uma cadeira de criança que já não utilizo, coloquei apenas o suporte para segurar o saco traseiro:



Eis o rack traseiro! Está feito para levar até 22Kgs por isso estou na boa.

E prende no quadro, em vez do espigão do selim. 
Inverti-o para poder caber o framebag.

É um pouco pesado, cerca de 1,4Kgs, mas robusto. 

Eis o setup final que foi para um teste de fim-de-semana:

À saída de casa.

Á frente leva o saco-estanque preso no harnês, a bolsa azul a prender de lado e a fita grossa a envolver tudo! No guiador levo o GPS. As gaiolas para as garrafas de água estão presas à suspensão e aguentam muita porrada nos trilhos. 

Tenho o framebag que quando enche não chega a tocar com a lateral no tubo do quadro (é estreita a perna do impermeável). A bomba de ar vai presa nos seus velcros. 

No espigão vai presa uma bolsa com uma câmara de ar extra e uma garrafita com alcool para o fogão. O saco estanque maior vai no rack e também preso ao espigão (e bem apertado para não roçar nas pernas). Em cima vai o kit de ferramentas. 

Nas costas levo uma pequena mochila com kit 1º socorros e kit sobrevivência, bem leve pois não gosto de levar nada a pesar nos ombros.

O teste de 165Kms, com 1500m de acumulado com 40% estrada e 60% trilhos, mostrou que há pouco a mudar no setup. Mas há espaço sobre o tubo central que pode ser aproveitado ;o) 

Preciso também de substituir o saco-cama que é demasiado volumoso e pesado para além de já não oferecer muita eficácia térmica. 

O pano tenda (tarp) pode ser menor (tlvz um poncho) e preciso de uns punhos mais confortáveis e com pequenos "cornos". 

Na vinda, ainda no comboio!!

Foi um fim-de-semana espectacular...fica para a próxima.

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Material transportado em Bikepacking

Tentei colocar o material necessário para viajar de bicicleta em autonomia em todo o terreno (bikepacking) em 2 sacos estanques que tenho:

O da esquerda deve ter 15l, o da direita é claramente enorme. 
Mas é o que há!

Para levar isto tudo:


tcharam...pronto para a doidêra de 1 noite ou 10 noites de pedalada!

Lá tiveram que caber:

Tudo empacotado e pronto para colocar na bicla


Como a maior parte do material que tenho é old school (old is cool) o conjunto é volumoso e pesa um pouco mais que 10Kgs.

Com dividi isto?

No saco mais pequeno coloquei o saco-cama (antigo e muito volumoso), uma múmia de algodão, gorro e luvas e o kit higiene.


No maior coloquei a roupa (muito volumosa e pesada), o hammock e o tarp e o kit cozinha.   

A comida levei à parte, mas a meio coloquei-o no frame bag.

O desafio seguinte era: como colocar isto na bicla sem porta-bagagens?



segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Frame bag

Lembram-se desta primeira tentativa de fazer uma mala de quadro?

Fiz um furo nas calças da chuva que uso normalmente 
e lembrei-me de as reutilizar!

As calças antes da operação

Aplicar o molde de forma a aproveitar o fecho e o reflector


O material impermeável de que é feita a calça é escorregadio. Os "dentes" que puxam o tecido não o faziam como deve ser. A direito ainda vá, agora nas curvas era mesmo difícil. Passei a "batata" à minha tia que tem mãos de fada na costura!

Resultado:

Uma perna para mim, a outra para o Gugas!

O fecho com aba para evitar que entre água

Já montado na bicla e com material dentro.

Do outro lado!

Não pus velcro na parte de baixo, a pensar em usar parafusos nos suportes dos bidons de água. 

Não sei se é boa ideia, pois pode rasgar. 

Num primeiro teste de BTT com comida no frame bag o saco não "vacilou". 



quarta-feira, 9 de Abril de 2014

terça-feira, 1 de Abril de 2014

What's up with FATbikes...

Porque é que as FATbikes estão na moda nos states?


Mais um vídeo para estas noites frias e chuvosas!



terça-feira, 25 de Março de 2014

s24o em Belas - dia 2

Depois disto acordo no dia seguinte e estico-me à gato. Preparamos flocos de aveia e ensinamos os miúdos a fazê-los: adoram e ficam de pança cheia. Eu também. Arrumo as coisas e sigo caminho: a ideia é ainda almoçar em casa!
Desço ao longo do aqueduto em trilhos cheios de raízes e autênticos degraus até chegar a um estradão enorme. 100% diversão. A partir daqui vamos ao longo da ribeira e das imensas hortas urbanas que aproveitam a sua água.


AHHH!

O pequeno-almoço dos campeões!

Nhami...


Daqui a água vai para Lisboa...

...a que seguia livre ia para o vale do Jamor.

e eu fui beber um café aos fofos!

Já em Belas dei um salto aos fofos. Como ia de pança cheia não comi um fofo, bebi só um café e dei um giro na vila antiga, cheia de charme mas esfaqueada em termos urbanísticos por uma construção desenfreada, sem lógica orgânica e sem gosto. 


"Concello de Bellas"??
 (quando é que isso foi?)

Vamos na estrada em direção a Queluz e os edifícios em ruína que estão ao longo da estrada contam-me estórias de muitas carruagens, estalagens, circulação de pessoas e bens da capital para as quintas da periferia. Do lado direito está um muro e no seu interior caminhos que saberiam muito melhor do que este alcatrão, mas penso serem privados. São jardins antigos, com construções em pedra que também contam estórias, pois um percurso era bem mais do que chegar de A a B, tinha que ser vivido, contado, apreciado e ornamentado. Um obelisco fenomenal com uma figura de um anjo caído em pedra está escondido pela vegetação e violentamente rodeado por 2 pilares da CREL que nos passa por cima e demasiado perto de terraços do 8º ou 9º andar de prédios que nascem ao lado dessas possíveis antigas estalagens. 



O canavial não deixa perceber, mas no meio de 2 pilares da CREL 
está um obelisco de pedra com uma imagem enorme de um anjo...


Adiante. Estou não tarda em Queluz e passo por baixo do aqueduto que leva as águas para o Palácio Nacional de Queluz e na rotunda entro no Parque Felício Loureiro, uma zona de lazer muito agradável ao longo da ribeira. Aqui espreito para os jardins do Palácio Nacional e vejo que a ribeira tem um papel importante. Há canais enormes e lindíssimos, bordejados de azulejos para serem apreciados de barco pela, na altura, corte real!

O parque Felício Loureiro

O rio, para além de trazer água potável, 
"mexia" muito com a vida das pessoas

Dentro do Palácio Nacional de Queluz, os canais e as pontes têm outra "finesse"!


O Palácio Nacional de Queluz não carece de apresentações e merece que se visite pelo menos uma vez na vida! Se não forem ver o palácio, pelo menos visitem os jardins que são lindíssimos e é ligeiramente mais barato visitá-los. (quem mora no concelho de Sintra não paga aos domingos de manhã). 

Sem pagar nada, podem visitar a parte envolvente ao palácio, nomeadamente o bairro do chinelo que é pitoresco e tem estórias engraçadas


Villa Carolina


Não falta o estacionamento estiloso para biclas!




Para seguir para sul tenho que atravessar a IC19. Faço-o por uma passagem superior com rampas para carrinhos de bébé e bicicletas. O som dos carros a passar é qualquer coisa de insuportável. Dali vou rapidamente para a matinha de Queluz

Como quem corta um pedaço de carne, a IC19 desfere um golpe e separa esta tapada dos jardins do palácio. (não liguem, eu fico assim quando venho da natureza e começo a chegar à civilização! Como diria Lord Byron: "I love not man the less but nature more"

Dei uma voltinha pelos 20 ha da Matinha que é um regalo para quem gosta de bosques densos. 

A passagem sobre a IC19

O barulho é insuportável!

A matinha é murada e tem horário de funcionamento.

Ficamos a saber que foi anexada aos terrenos régios em 1640 e que era um terreno com pouca vegetação, óptimo para as práticas tauromáquicas do rei!

Quem diria que isto não tinha quase vegetação há 400 anos atrás!

Banquinhos no meio de nenhures e ninhos man-made.

A loba no seu habitat

Contornei a matinha subindo ligeiramente e depois de passar pela grande clareira no interior, vim a descer sobre calhaus. Aqui a garrafa de água que vinha presa ao amortecedor caiu! Afinal tem um limite, mas aguentou-se bem (falta um elástico a prendê-la).

Aqui a ribeira de Belas recebe um afluente, a ribeira de Carenque que veio da mesma serra e passa a chamar-se JAMOR! Segui-o pela estrada de Valejas com vista para as hortas que existem nas suas bordas. A água aqui já não está tão limpa como a montante, mas bem melhor do que há alguns anos atrás. 

Em Carnaxide virei agulhas para casa, mas se decidisse seguir o Jamor passava pela igreja da Nª Srª da Rocha, local da famosa festa da Srª da Rocha, passava pelo túnel por baixo da A5, passaria no complexo desportivo do Jamor e finalizava na praia da Cruz Quebrada. 

Cheguei a casa a tempo de tomar banho e dar banho à loba e para almoçar com a família e ainda fazer um programinha à tarde. 

Já com outro caudal, a alimentar muita horta

Assim ao longe e sem os prédios de fundo parece que estamos na Suíça.

Valejas, e o seu castelo altaneiro

Já em casa, todo contente

Mas com a bicla toda suja

Coisa que se resolveu prontamente

Desde a Fonteireira até casa são cerca de 13Kms que visitando vários locais pelo caminho e apreciando a paisagem dá para "queimar" uma manhã nas calmas.


O que estão à espera para sair e "curtir" um s24o? Da próxima dou mais dicas para transporte de carga e campismo...

O percurso de domingo de manhã (a amarelo) no meio do restante: